O Prelúdio
 

 
"Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como preces nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa"




 
 
 
PERFIL

Gui
Sao Bernardo do Campo - SP
Vinte e poucos anos...
05 de junho
160979969




COMECA AQUI

Reflexões, interpretações e sentimentos de um jovem de vinte e poucos anos, na incansável busca de entender o mundo e os fatos que o cercam. Ah, esse jovem sou eu.
 
 


Fotos

VEJA O QUE PASSOU...

 
 
 
   
 
 
CAMPANHAS


































 


  This page is powered by Blogger, the easy way to update your web site.  
 
 
MEU PRIMEIRO POST

O PRELÚDIO


O prelúdio é o início. Anuncia o que esta por vir. Tudo tem um princípio, precisa de uma introdução. Nenhuma obra nasce sem ser anunciada. Uma música, um filme, uma pintura, uma poesia, ou ate mesmo um universo, nada disso foi criado sem um prelúdio...

Sou publicitário, mas nao quero falar sobre isso. Gosto do que faço, porém acredito que passo muito tempo da minha vida dedicando a esse assunto. Quero falar de outras coisas. Passar minhas idéias, receber opiniões, outras idéias, discutir...

Pensei em criar um espaco para me aprofundar em um dos temas que eu gosto. Sei lá, sou católico, gosto de MPB, cinema, artes, esportes, política, poesia... Poesia! É isso... vamos falar de poesia...

Mas o que eu tenho para falar sobre isso? Fiz alguns versos na minha vida, mas nunca me encorajei a mostrar a ninguém. Conheco pouca coisa a respeito. Nada que acrescente a alguém que busca aprofundamento nesse tema. Na verdade, meu gosto pela poesia provem do meu gosto por MPB, tanto que meu poeta favorito e Vinícius de Moraes e não fico seguro em falar sobre poetas que nao pertencem a esfera musical.

O publicitário é o cara que sabe falar sobre tudo. Consegue desenvolver qualquer tema por dez minutos, mas se aprofunda em pouca coisa. Não é especialista em absolutamente nada. Portanto, vou falar sobre tudo e sobre nada.

Tem dias que eu fico mais serio e reflexivo, como hoje. Outros dias sou mais divertido e desencanado. Sei lá, essas palavras escritas às pressas são apenas um prelúdio da minha pessoa.


 


   
 
 

Sábado, Agosto 14, 2004
 
Pensamentos e bolinhas de aço rolando por canaletas

Como concatenar meus pensamentos e traduzi-los ao findável universo das palavras? Novamente flagro minha mente repetindo a mesma retórica de outrora: miseráveis palavras, por que elas simplesmente escapam da minha mente agora?

Curitiba, 10 de agosto de 2004. Há um Pub Irlandês por aqui. Quem diria? Estou nele, mas a verdade é que estou só, percebendo o incansável movimento de bolinhas de aço, rolando sobre canaletas de diferentes níveis de altura. Uma aleta recolhe uma bolinha e a eleva a um nível mais alto e de lá ela inicia seu movimento de rolar por canaletas. Uma, outra, depois outra... Que força estranha está por trás disso? Por um daqueles segundos estúpidos que todo ser humano vivencia, fiz-me crer que eram meus pensamentos que davam as coordenadas de tais movimentos. Absurdo. Será? O que neste mundo é estranho o suficiente para ser chamado de absurdo?

Absurdo é um rapaz de vinte e poucos anos adentrar despretensiosamente em um Pub irlandês, encostar no balcão, pedir um B52, drink "shot" flamejante, olhar para todos os lados, perceber a beleza das coisas e pessoas, simplesmente sacar uma caneta, um guardanapo e escrever, escrever, escrever, como a única coisa que resta em um homem inundado de sentimento, não posso me privar de parafrasear o poeta agora.

A verdade é que estou só. Mas a verdade mesmo é que, assim como meus pensamentos, as bolinhas de aço continuam rolando incansavelmente. A verdade é que as pessoas olham com estranheza para o dito rapaz de vinte e poucos anos, que não faz outra coisa se não escrever. Quem dera o universo das palavras não fora tão limitado e que a velocidade da minha mão esquerda fora capaz de acompanhar o ritmo de minha mente pensante. Este texto inútil que eu escrevo agora não por que, nem porquês, propósito, nem fundamento. O guardanapo, a caneta e as bolinhas de aço rolando são minhas companhias nesta noite fria.

A verdade é que estou só. Mas a verdade mesmo é que não estou mais só, tenho a eles e meus pensamentos. Olho para o relógio. 11:48. Olho para as bolinhas de aço, parece que elas querem me dizer algo. As marcas nas canaletas indicam: 11, 45, 3. 11 horas, 45 minutos, 3 minutos, ou 11:48. Santo Deus, estou diante de um relógio este tempo todo. Um ser desprovido de qualquer intelecto seria capaz de deduzir isso mediante simples observação. Por vezes, os seres humanos se comportam como seres sem hipotálamo.

Por vezes, sinto-me como se fora um reles observador mundano, incapaz de processar e analisar os fatos que me cercam. Sinto-me uma criatura inerte, que se queda simplesmente com o que é visível aos olhos. Todavia, ver, tão somente, o que é visível aos olhos é, por si só, uma forma de cegueira.

Assim, despeço-me do guardanapo e deixarei a caneta ter seu merecido repouso. As meninas da mesa ao lado que, por um daqueles segundos estúpidos que nos transformam nas mais cegas das criaturas, creram que eu escrevia uma mensagem a elas, neste momento já estão lúcidas para concluir que o rapaz que escreve feito um louco não passa disso mesmo... um louco, que adentra em um Pub só e escreve, toma um B52 e escreve, olha incansavelmente para um relógio formado por bolinhas de aço rolando por canaletas e escreve...

Não estou mais cego. Vejo. Se posso ver, enxergo, se posso enxergar, reparo. Poderia sair por Curitiba, gritando aos quatro cantos: sou vivo, humano, limitado, é bem verdade, mas provido do mágico dom concebido por Deus a todos os seres de nossa espécie. O dom de enxergar além da visão.

Mas a verdade é que estou só. Mas a verdade mesmo é que as bolinhas de aço rolando por canaletas me informam que um novo dia nasceu.

Gui
Enviado por Gui, as 6:41 AM



Quinta-feira, Julho 29, 2004
 
COM DOR NO CORAÇÃO, ABANDONEI ESTE ESPAÇO POR FALTA DE TEMPO PARA ESCREVER!!!

Para deixar uma breve memória do que foi O Prelúdio, republiquei abaixo alguns dos principais posts:

Gui
(Eduardo Guimarães)


Enviado por Gui, as 9:16 AM


 
Post publicado no dia 18/02/2003
 

Rosa

Quando coloco uma coisa na cabeça eu vou até o fim. Estava ouvindo Rosa, de Pixinguinha, na voz de Caetano Veloso. É um clássico, as vezes a gente esquece de perceber a profundidade de algumas músicas pelo fato de elas serem "batidas".

Pois é, comecei a analisar criticamente a letra da música... Como é bela!!! Santo Deus, cada uma das estrofes emociona se você escuta com atenção. Coloquei na minha cabeça que um dia eu iria decorar a letra... Demorou um pouco, mais consegui!!! Está todinha na minha cabeça esperando o momento oportuno de recitá-la para minha princesa.

Rosa
(Pixinguinha e Otávio de Souza)

Tu és divina e graciosa, estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada e formada com ardor
Da alma da mais linda flor de mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor

Se Deus me fora tão clemente aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
O teu coração junto ao meu lanceado pregado e crucificado
Sobre a rósea cruz do arfante peito teu
Tu és a forma ideal, estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação que em todo coração sepultas o amor
O riso, a fé e a dor em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus quanto é triste a incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar em conduzir-te um dia aos pés do altar
Jurar, aos pés do onipotente em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos em nuvens de beijos
Hei de te envolver até meu padecer de todo fenecer"

Gui

Enviado por Gui, as 8:24 AM


 
Post publicado no dia 31/03/2003

A Idéia Inata do Amor

Porto Alegre, 1º de abril de 2001. Eram as últimas horas de um sofrimento descabido. O grande dia havia chegado. Uma vida nova era anunciada. Todos os momentos de angústias seriam esquecidos, tornariam-se meras lembranças intra-uterinas.

Toda vez que eu penso nesse momento, uma questão sempre me vem a mente: será que nós sabemos o verdadeiro significado de sentimentos como o amor, carinho e afeto antes mesmo de vivenciá-los?

O filósofo Descartes admite a existência de idéias inatas, claras e distintas. Elas subsistem no nosso ser, em algum lugar profundo da nossa mente, e somos nós que temos liberdade de as pensar ou não. Representam as essências verdadeiras, imutáveis e eternas.

Uma dessas idéias seria o amor. Ah, o amor... esse nobre sentimento estaria presente em mim antes mesmo da minha consciência. Antes que eu tenha experimentado o amor eu já o conhecia e sentia falta dele. É por isso que Descartes e eu acreditamos que até aquele 1º de abril, infelizmente havia o sofrimento, pois ele sentia falta do amor verdadeiro. Um amor que ele ainda não havia experimentado, mas sabia que existia e esperava vivenciar um dia.

E esse momento enfim havia chegado, não era nenhuma brincadeira de 1º de abril. Naquele dia tudo estava diferente, de repente ele não sentia mais a necessidade de lutar para sobreviver. Não era mais necessário sofrer. Até que uma imensa luz ofuscou seus pequenos olhos. A luz da esperança, de uma nova vida, de liberdade.

Ele não tinha mágoa daquela pessoa que o maltratara durante meses, a final foi ela que permitiu que ele estivesse ali, naquele momento, recebendo aquela luz, esperando para viver, amar e ser amado.

Numa maternidade de Porto Alegre, a mais de 1.000 km de sua futura casa, nasceu Gabriel. Pequeno e frágil Gabriel... sua condição física demonstrava o enorme sacrifício que ele fez para chegar a esse momento. Grande e forte Gabriel... ele venceu apesar de todas as condições adversas.

No mesmo dia, Gabriel conheceu o amor. O sentimento que ele esperava, o sentimento que ele sentia falta. Em sua primeira noite de vida, Gabriel já estava com seu pai e a vivência dos próximos dias recompensaria todo o sacrifício que passara até então.

Gabriel pode amar e ser amado por seus pais verdadeiros e por toda a família. Deus permitiu com que Gabriel nascesse apesar de toda a repressão e Deus o colocou no caminho de Ricardo e Eveline. A partir daquele dia, porém desde sempre, Gabriel é seu filho, o mais legítimo dos filhos, filho por opção, filho do coração.

Seu nascimento iluminou toda a família. Dia após dia, Gabriel foi ganhando peso, crescendo e aos poucos apagando todas as marcas do sofrimento. Amanhã esse acontecimento completará dois anos. Simplesmente amar e ser amado. Há dois anos nasceu a esperança e a liberdade. Há dois anos Gabriel conheceu o amor, que aguardava desde a sua concepção.

Gui



Gabriel (para quem não sabe, ele é meu afilhado)
Enviado por Gui, as 5:42 AM


 
Post publicado no dia 26/02/2003
 

Mais Um Dia de Nossas Vidas

Quarta-feira, 26 de fevereiro, nasceu uma linda manhã de verão. A semana que antecede o carnaval dá sinais de que o feriado será incrível. Não sairei de São Paulo, o pai da Lili está numa situação muito difícil, mas o velhinho é forte e já provou isso, surpreendeu a família e os médicos com sua “inesperada” recuperação. Agora estou mais motivado para escrever. Eu que estou sempre antenado, procurando entender o mundo, hoje eu parei para entender a vida.

Na semana passada eu e Phil saímos para lamentar a vida. Julgávamos infelizes, reclamávamos de tudo, dizendo que é deprimente não se conseguir ser o que se esperava ser, embora eu nunca soube ao certo o que eu esperava ser.

Muitas coisas passaram por nossas mentes. Como e até que ponto vale a pena voltar atrás e tentar ser mais feliz? Até que ponto eu posso perdoar e quando devo pedir perdão? Nessa hora me peguei pensando em Magnólia. Phil já havia postado algo parafraseando esse filme, mas naquele momento, na mesa de um bar, eu fazia aquela analogia na pele, na minha própria experiência.

Já havia notado que muitos de meus amigos estão sentindo a mesma frustração, e por ter lido blogs e mais blogs, comecei a me dar conta de que talvez seja um problema comum da geração. Mas não, não pode ser, vidas tão diferentes, personalidades tão particulares, vivendo situações comuns. Como a vida traça caminhos iguais se cada um vive milhões de instantes inéditos e exclusivos sucessivos de acordo com seu livre arbítrio? Coincidências, que não podem ser apenas coincidências... não... não me digam que isso é simplesmente coisa que acontece... Magnólia mais uma vez...

Depois de devaneios, tomei algumas cervejas e decisões. Comecei a fazer projeções para mim, planos... o que farei daqui a cinco, dez, vinte anos, o que eu espero para a segunda metade da minha vida. Minha cabeça foi longe, fiz projetos sob todos os prismas. Percebi também que era muito tarde para corrigir algumas rotas erradas.

Peguei meu carro, e em poucos minutos, não sei bem como, estava com minha cabeça acostada no travesseiro e dormi feito um anjo, e acordei, e um novo dia nascia, e eu vivi esse dia, e o próximo, e o próximo, e o próximo...

Domingo veio a notícia de que um amigo havia falecido num acidente de carro. Ele estava de passageiro de um carro, cujo o motorista embriagado, foi flagrado por um radar a poucos quilômetros do acidente a 180 km/h.

Filho único, naquela noite Günter não voltou para casa, não acostou a cabeça no travesseiro, não dormiu feito um anjo e para ele não nasceu um novo dia, pelo menos não nesse mundo.

Só ele saberia dizer quais eram seus desejos mais sinceros, quais eram suas aspirações, para o próximo ano, década, para a vida. Só ele poderia dizer quais são as rotas que ele acreditava ser muito tarde para corrigir. E não teve a chance de tentar realizar seus sonhos, tentar fazer diferente. Deus sabe o que faz, embora não entendamos muito bem.

Com tudo isso, o que posso dizer é que a todo momento temos a oportunidade de mudar, de fazer acontecer, de buscar ser feliz. Enquanto um dia após o outro nascer, haverá prazo para fazermos tudo o que quisermos.

Naquela noite de terça-feira chuvosa em que eu e Phil nos julgávamos infelizes e reclamávamos de tudo, não era a hora de partir, e eu cheguei em casa são e salvo para recomeçar tudo no dia seguinte. E eu dormi feito um anjo e acordei numa linda manhã de verão, como essa que se nasceu hoje!!!

Gui



Enviado por Gui, as 5:13 AM


 
Post publicado no dia 07/03/2003
 

Deus Joga Dados?

"Deus não joga dados". Foi o que disse Albert Einstein ao rechaçar a aleatoriedade da nova Teoria Quântica. Não precisamos entender de ciência, física, matemática, meta-física e nem tão pouco de teoria quântica para entender o que ele quis dizer com essa frase.

Rodrigo Peccin, ou simplesmente Peccin, ou simplesmente Rodrigo. Nesse momento, ele já pode afirmar com plena convicção que Deus não joga dados, nada é aleatório, nada é fruto do acaso, embora tenhamos muita dificuldade em aceitar os fatos.

Eu o conheci subindo as escadarias da faculdade. Meu primeiro dia de faculdade. Eu e meu amigo Carlos, que estudamos juntos no colegial, estávamos na mesma classe na faculdade. Era uma quinta-feira após o carnaval, pouca gente esteve presente naquele dia, mas a expectativa da nova fase de nossas vidas, fizeram com que eu e Carlos nos animássemos em aparecer por lá exatamente às 7h30 da manhã. 6 anos se passaram... lembro-me como se fosse ontem, embora o que vivi ontem não sairá da minha mente jamais...

Eu e Carlos, chegamos ao campus pela primeira vez, subimos a rampa até o prédio de comunicação. Olhando para todas as direções com medo do anunciado trote. Na escadaria encontramos Rodrigo Peccin, um pouco perdido, como nós... foi a primeira vez que nos falamos. Eu não imaginava que nos próximos três anos faríamos tudo juntos, seríamos inseparáveis, eu, Carlos e Peccin. Poucas pessoas foram a faculdade naquela quinta, mas Deus colocou Peccin nas nossas vidas, Ele realmente não joga dados.

E Peccin era como nós. Mesmos valores, mesmos conceitos. Com o tempo fomos percebendo que grande parte de nossos colegas de classe possuíam outro comportamento, outras idéias do que é certo e o que é errado. É incrível a coincidência, ter tanta afinidade justamente com a primeira pessoa que encontramos na faculdade. De fato, Deus não joga dados.

Ele era torcedor do São Paulo, como nós... e como nós, ele gostava de ir ao estádio... e fomos muitas vezes juntos, acompanhar as jornadas do nosso tricolor. Durante os três anos de convívio diário, chegávamos de manhã ansiosos para comentar a rodada da noite anterior. Quanto mais eu conhecia Peccin, mais eu poderia acreditar que Deus não joga dados, não estávamos ali por acaso.

Como universitário, Peccin, assim como nós, sempre se empenhou em superar as expectativas. Interessava-se pelos temas dos trabalhos. Em uma classe de publicidade, pessoas com esse interesse e esforço eram raras. E ele estava conosco, era nosso colega, companheiro e amigo... que feliz coincidência encontrar Peccin nas escadarias naquela quinta-feira. Não, não, é claro que não era coincidência, afinal Deus não joga dados.

As afinidades fizeram com que nós ficássemos unidos em tudo, e fizéssemos tudo juntos, jogos do tricolor, festas, jogos universitários, viagens... nosso interesse nos levou até Recife, onde apresentamos um projeto de pesquisa, cujo o resultados (não é hora para falsa modéstia) ficou muito acima do que nosso orientador poderia esperar.

No último ano da faculdade mudei para o período noturno, nosso contato não era mais diário, mas nossa amizade já era eterna. Nesses últimos tempos, o e-mail era a principal forma de mantermos contato. Víamos muito pouco, em comparação a enorme consideração que tinha por ele, mas Deus quis assim e Deus não joga dados.

Perdi um amigo a semana passada em um acidente de carro, escrevi no Prelúdio um texto intitulado Mais Um Dia nas Nossas Vidas. Fiz questão de enviar o mesmo texto para o e-mail de todos os meus amigos, aqueles que eu tenho estima, considero e me preocupo. Aqueles amigos que eu tenho medo de perder... Peccin estava na lista, leu o texto, comentou com Carlos sobre a fragilidade da vida e como podemos por tudo a perder em um momento de descuido. De certa forma, atingi meu objetivo, enfim meus amigos perceberam que devemos ser cautelosos e zelar pela nossa vida que é única e frágil. Oh, maldita vida frágil!

Ontem, quinta-feira após o Carnaval, seis anos depois daquele encontro nas escadarias, foi um dia muito triste para mim... após uma noite em claro, cheguei ao cemitério pela manhã, dei condolências a família, mãe, pai, irmão, irmã, namorada, e vi meu amigo Peccin pela última vez. Eu sabia que precisa ser forte, rezar por ele, acreditar que ele está melhor agora, confiar nos planos de Deus, mas a única coisa que passava na minha cabeça era "levanta cara... sai daí... hoje tem jogo... vamos ao Morumbi".

Peccin se foi... ontem a uma da tarde foi seu enterro, uma enxurrada tirou sua vida em uma caverna no Petar, eu perdi um grande amigo e o mundo perdeu uma grande pessoa. Nunca esquecerei os momentos que passamos juntos. Por que justo ele? Por que de forma tão banal? Esse papo de que ele já cumpriu a missão dele aqui na Terra é muito bonito, mas não me conforta nesse momento. Uma coisa não sai da minha mente e não me deixa dormir: Santo Deus de Misericórdia, o Senhor quer fazer o favor de me responder: afinal, o Senhor joga dados?

Gui


Enviado por Gui, as 5:11 AM


 
Post publicado no dia 17/03/2003
 

Um Ensaio de Vida Nova Após a Tempestade

Acidente na Via Anchieta, manhã chuvosa, e com isso trânsito, muito trânsito... com quase uma hora de atraso, cheguei ao trabalho para o início de mais uma semana. Não era o começo de uma semana que eu esperava, confesso eu. Poderia ter sido melhor, mas enfim, hoje é segunda-feira e temos ainda a possibilidade de transformar esse dia, ou se não for possível fazê-lo hoje, podemos trabalhar para que assim seja na terça, na quarta, quinta, enfim... um dia nascerá uma linda manhã de verão.

Apesar dos pesares, segunda-feira, 17 de janeiro de 2003 é mais um dia de nossas vidas, e temos que vivê-lo, assim como vivemos ontem, e viveremos todos os outros enquanto estivermos por aqui. Essa é nossa obrigação. Viver, simplesmente viver, isso parece simples e de certa forma óbvio, mas não é tanto.

“As Horas”, que está em cartaz nos principais cinemas do país, leva-nos a refletir, entre outras coisas, que a vida é feita por escolhas, muitas vezes a escolha é continuar vivendo ou nos entregarmos completamente. Viver ou deixar de viver. Quem acompanhou meus textos no decorrer desse mês sabe das dificuldades que passei. Passei, isso mesmo... já passei. Considero que os momentos de turbulência não existem mais... essa foi a minha escolha. Decidi colocar tudo no passado e simplesmente viver.

Três pessoas conhecidas vieram a falecer em menos de três semanas, isso poderia ser motivo para eu transformar minha vida um grande Muro de Lamentações. Porém a minha escolha foi viver, apesar dos pesares, acordar nessa segunda-feira, abrir a janela, constatar que o sol não mostra sua cara, ter consciência dos meus problemas, mas reconhecer que esse dia é mais um presente de Deus e devo vivê-lo, pois Ele quis que eu acordasse, quis que eu encarasse de frente todas as dificuldades. Ele acreditou na minha força e na minha capacidade de superação.

Quando Güinter faleceu repensei sobre alguns valores da vida, e no dia 26 de fevereiro, escrevi o texto “Mais Um Dia de Nossas Vidas” refletindo sobre isso. Com o falecimento de Rodrigo fiquei muito confuso e a não assimilação desse fato me levou a duvidar de tudo o que eu escrevi anteriormente. E o texto “Deus Joga Dados?” de 17 de março, mostra isso. Após o triste funeral pensei em excluir o primeiro post, pois tudo havia perdido o sentido...

Meu sogro se foi, e hoje acredito que nunca estive tão correto ao escrever “Mais Um Dia de Nossas Vidas”, ele voltou a ser meu texto favorito, por isso coloquei-o novamente aqui no Prelúdio. Com todos os acontecimentos das últimas semanas, pude compreender que não são em todos os dias que nascem belas manhãs de verão, como aquela, todavia precisamos vivê-los, assim como vivi aquele dia, e o próximo, e o próximo...

Tenho muito a agradecer a Deus. Minha família, meus amigos, minha namorada, meu trabalho, minha condição cultural. São tantas coisas, que uma tentativa de enumerá-las aqui faria desse post o maior texto que já foi escrito por alguém nesse mundo. Todos os incontáveis fatos que me motivam a prosseguir nessa vida pode ser melhor demostrado no sorriso sincero de uma criança.

O céu se abrirá, os raios de sol entrará por todas as frestas e a felicidade enfim desabrochará como uma flor de primavera no momento em que meu afilhado Gabriel sorrir para mim e disser “Dudu”.

Gui


Gabriel





Enviado por Gui, as 5:10 AM


 
Post publicado no dia 14/04/2003
 

Comentários Desprezíveis de Pesquisa de Marketing Parte II

Caros amigos,

Quando publiquei algumas frases extraídas do meu caderno de Pesquisa de Mercado não pensava que as pessoas fossem achar graça. Na verdade, é uma coisa que eu faço que parece só ter graça para mim. Porém, a turma pediu, por isso resolvi colocar mais algumas aqui (se você não gostou, reclama com quem pediu! Hehehe).

(Para os que estão chegando agora, dia 27 de março publiquei a primeira parte)

“Ao entrevistar uma pessoa, demonstre sempre interesse pelas respostas. Exemplo: “Puxa, que interessante, e como você faz para o seu cabelo ficar essa porcaria, opa... digo, essa beleza?””

“Não confie na listagem de seu cliente. Ele sempre acha que a lista dele é uma maravilha, mas na verdade é uma Mara Maravilha, ou seja, uma porcaria.”

“Entrevistas por telefone, correio ou Internet: cuidado com o controle, ele não existe, se não existe, não precisamos ter cuidado com ele. Portanto, vale tudo!!! Ninguém é de ninguém!!!”

“Se você instrui mal seus entrevistadores você acaba com seu questionário, com sua pesquisa, com a reputação de sua empresa, com sua moral, sua auto-estima, sua família, sua vida, seu desempenho sexual, enfim, instrua bem seus entrevistadores.”

“De fato, nada substitui uma boa entrevista individual com uma entrevistada boa.”

“Distorção do instrumento de mensuração – exemplo: o cara faz uma escala de 0 a 7 e justificam como... como?... cassete, não entendi... também, o professor fala pra dentro, porra!!!”

“Teste de conceito de produto – na tentativa de arrancar algumas risadas, o profi disse que ele não esquece seu primeiro sutiã, ninguém riu (uma “santa” fez cara de quem acreditou). Ele fica sem graça, fala que é brincadeira e o que ele não esquece mesmo é de seu primeiro computador (acho que do sutiã ele já se esqueceu)”

“O professor idealiza uma coisa grotesca: serviço de quentinha para cães. Bizarro! E tem gente achando que é uma grande idéia!!! (ao invés de copiar a matéria só fico escrevendo coisas desprezíveis. Que beleza!!!)”

“A história da quentinha rende risadas, discussões e uns dez minutos de pura enrolação. Tudo bem, a aula é barata mesmo...”

“Muito cuidado para sempre contextualizar sua idéia com a sua época. Ex.: se alguém quisesse vender Gatorade nos anos 60 seria escorraçado, apanharia que nem um desgraçado, seria malhado sem dó nem piedade. Tomaria varias sardinhas na bunda e petelecos na orelha. Até um “chá-de-estica” o cara iria tomar.”

“Teste de nomes e logotipos – avaliação de logotipos e nomes (Nããão!? Sério?! Não brinca?!)”

“Técnicas Projetivas – exemplo escroto de pregador de dedo é dado. Absurdo, mas as pessoas riram. O grau de puxa-saquismo da turma tende ao infinito, enquanto o senso de ridículo do professor está bem próximo do zero. Pensando nisso e me desligando totalmente do conteúdo da matéria, uma equação pode ser formulada...

No próximo post vem a fórmula... hehehe.

Gui

Enviado por Gui, as 4:44 AM


 
Post publicado no dia 19/03/2003

 Tom: A Singularidade da Música Brasileira


Guerra, guerra, guerra... estou enojado, confesso. Por isso hoje escreverei sobre música. Prometo que no dia que eu tiver estômago, escreverei sobre a guerra e minha voz fará parte do “coro dos pacifistas” que ecoa pelo mundo, na tentativa de evitar um confronto de civilizações.

Há quase dois meses comecei a escrever com certa freqüência aqui no Prelúdio. Estou satisfeitíssimo, recebo muitas visitas diárias, tive a oportunidade de conhecer excelentes pessoas e fazer algumas amizades. Pelo conteúdo de meus posts, creio que alguns detalhes sobre mim já puderam ser observados.

Acredito que foi possível notar a minha paixão pela Música Popular Brasileira, e como “amante-seguidor” dessa “doutrina”, considero a bossa-nova o “Antigo Testamento”, bem como Vinícius de Moraes, Tom Jobim e João Gilberto, a “Santíssima Trindade” (que Deus perdoe o sacrilégio dessa analogia).

O poeta Vinícius e seus versos bucólicos encaixaram-se perfeitamente ao espírito da bossa nova, o amor, o sorriso e a flor. João é simplesmente João... interpretação intimista, sintonia perfeita “voz-violão”, seus famosos “contra-tempos”, tive o prazer incomensurável de assisti-lo ao vivo em duas oportunidades. Infelizmente, não tive mesma sorte com Vinícius e nem com Tom... ah, Tom... o que dizer de Antônio Carlos Jobim?

Nada se compara ao maestro. Para quem estuda e acompanha MPB é possível perceber a importância de Tom Jobim. Assim como todas as bilhões de galáxias do universo, com suas bilhões de estrelas e planetas cada uma, surgiram de um ponto único de densidade quase infinita, numa explosão denominada Big-Bang, em um momento singular na história do Universo, de Tom Jobim surgiu a Música Popular Brasileira, com todos os seus artistas e todas as suas obras. Da explosão de Tom Jobim, nesse momento singular da história da música brasileira, de talento quase infinito. Acho que isso é Tom... acho...

Não sei se dei um bom exemplo. Receio não conseguir escrever o que estou querendo dizer. Oh Deus, como representar em palavras o que Tom Jobim é para a MPB? Tom é uma espécie de... de... de... miseráveis palavras... elas simplesmente escapam da minha mente nesse momento. Se ao menos eu soubesse me expressar corretamente. Se ao menos eu tivesse habilidade com as palavras... se ao menos eu fosse Chico Buarque...

“A casa do Oscar era o sonho da família. Havia o terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.

Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e sai batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguazes, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquale casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.

Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando a minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é a casa do Oscar.”


Chico Buarque de Holanda.

É isso!!! Música de Tom é casa do Oscar. Poxa, obrigado Chico! (Ufa!!!)

Gui

Enviado por Gui, as 3:43 AM


 
Post publicado no dia 27/03/2003
 

Comentários Desprezíveis de Pesquisa de Marketing Parte I

Caros amigos, blogueiros de todos os cantos.

Como é de conhecimento de alguns, sou publicitário, formado desde 2000 e em 2002 retornei aos estudos. Faço MBA de Marketing. É caro, eu sei... não é fácil equilibrar as contas mês a mês, mas estudar é preciso...

Desde o colegial eu desenvolvo uma técnica de aprendizado inusitada, alguns pensam que eu sou louco, mas garanto que isso facilita e muito a memorização da matéria.

Vou explicar. Enquanto o professor explica os tópicos, eu copio a explicação, se o professor fala uma besteira, eu copio a besteira, se eu lembro de alguma coisa engraçada ou no mínimo curiosa, escrevo também. Enfim, não paro de escrever, as vezes até cansa, mas o resultado sai muito engraçado. Quando vou estudar, dou muitas risadas e não esqueço do conteúdo da matéria.

Pode parecer loucura, mas eu me divirto com isso.

Segue alguns exemplos extraídos do meu caderno de Pesquisa de Marketing:

(Talvez isso seja engraçado somente para mim, que na hora que leio lembro exatamente do momento da aula).

“Exemplo conhecido é o Óleo de Canola (Conhecido? Nunca ouvi na vida, mas o profi, que eu não sei o nome, disse que é famoso). O mano gaúcho viu o óleo nos States e quis trazer. Pesquisa percebeu coisas que eu não consegui copiar pois estava pensando em alguma piadinha para fazer, mas eu sei a pesquisa sugeriu a inclusão do selo do Funcor. Hoje, qualquer produtinho meia-boca tem esse selo”

“Professor disse que trabalhou para Vision, panelas de vidro feito com o mesmo material que envolve os ônibus espaciais da Nasa. Aquele mesmo que esfarelou no ar. Que beleza de material! Resumindo, os astronautas morreram por culpa do meu professor.”

“Promoção de vendas – um exemplo clássico é daquela empresa de tintura de cabelo que realiza o quadro patético de Transformação no programa da Xuxa.”

“Ele está de novo falando daquele espetáculo patético da televisão brasileira. Quadro da Transformação: antes era um mostro horrendo, depois virou uma linda donzela pura e virginal, pois ela utilizou a fantástica tintura de cabelo Loreal”

“Um projeto de pesquisa tem 4 elementos importantes. São os 4 que estão ao lado (setinha apontando para o slide do lado). Isso é óbvio. Um dos elementos é o custo, ou seja, quanto vai ser. Óbvio de novo. Só escrevo coisas óbvias. Tudo baboseira. Até aí, o profi (ainda não sei o nome dele) também só está falando baboseira.”

“O nome do prof. estava aqui o tempo todo e só agora que eu vi (setinha apontando para um nome que se encontra no cantinho de cada slide).”

“Pesquisas Compreensivas – um exemplo bizarro é dado. Uma “santa” complementou a besteira. Paga-se muito para essa aula e no entanto... o professor é meio complexado, disse que ele pede desculpas para alguém que pisa no seu pé, e depois fica com raiva (???).”

“Pesquisas Quantitativas: o objetivo é dimensionar alguma coisa. Ou o share de mercado, ou o preferencial de consumo, ou o tamanho do pênis, ou qualquer outra porcaria”

“Em pesquisa de marketing é muito comum acontecer alguma coisa que o professor falou e eu não ouvi, pois estava distraído. Ele está olhando pra mim agora. Dei uma de interessado. Ponto de participação garantido!”

“Entrevistas em Profundidade – bem da psicologia. Serve para conhecer a fundo o entrevistado. Conhecer intimamente, ou seja, em roupas íntimas.”

Isso é só uma pequena amostra. Dependendo da reação, em breve colocarei mais por aqui.

Gui

Enviado por Gui, as 3:38 AM



Quinta-feira, Agosto 21, 2003
 
FOTOS DA FESTA RIDÍCULA!!!



Uma festa pitoresca! Muita diversão. Na foto, eu (na mão direita uma caipirinha de melancia, na mão esquerda uma banana), Lili, Ricardo, Carol e Rafael.





Na foto: um casal desconhecido, rose quase caindo em cima do Rodrigo Coração, Fabiano de vermenlho, Patê, Eu, a Lili bem no fundinho e Felipe. Na frente a Danizinha.





Essas fotos de improviso são as melhores. Rose, eu e Felipe.





Nessa parece que o braço da Luciana é o meu braço... então já respondo: Não pinto unhas!


Gui
Enviado por Gui, as 10:34 AM



Terça-feira, Agosto 19, 2003
 
O Paradoxo da Viagem no Tempo

Adoro a série De Volta Para o Futuro, talvez muito mais pelo que ela representou para mim do que pelos filmes em si. Naquele tempo, as aventuras com personagens duplicados pelas viagens no tempo e as mudanças do rumo das coisas no presente por pequenas alterações no passado me divertiam muito. Todavia, feliz ou infelizmente, o tempo da ingenuidade se foi e hoje eu começo a indagar:

Como foi possível para McFly viajar para o passado, mudar a vida de seus pais e voltar para um presente adulterado, no qual ele não se recorda de muitas coisas que viveu até então?

E se a vida de McFly fosse alterada de forma que ele não conhecesse o Dr. Brown e não tivesse acesso a máquina do tempo? Ele voltaria em um presente convivendo consigo no mesmo espaço-tempo? Viveria ele uma segunda vida ou ele simplesmente desapareceria instantaneamente, pois se ele nem sequer sabe da existência da máquina do tempo ele jamais viveria aquela situação?

O encontro da namorada de McFly com ela mesmo no futuro, causando espanto e desmaio para ambas, é outro absurdo científico. Isso deveria ser um fato natural para a versão dela no futuro, uma vez que já teria vivido o presente e saberia que esse encontro iria acontecer.

São apenas alguns detalhes que de fato, que mostram que a série é uma boa diversão, mas sem nenhum compromisso com a ficção.

Domingo eu assisti o desfecho de mais uma dessas séries de filmes absurdos que criam um Paradoxo da Viagem do Tempo, O Exterminador do Futuro III... e por incrível que pareça... digam o que quiser, eu confesso, gostei e muito.

O primeiro filme, considerando as condições da época, é ótimo. A trama é boa. Assisti a pouco tempo e fiquei me indagando: será que o diretor James Cameron se deu conta do paradoxo que estava criando quando fez com que o amigo de John Connor fosse enviado por ele mesmo para ser seu próprio pai?

Se o pai do John era seu amigo que foi enviado por ele ao passado, o que teria acontecido antes dessa viagem no tempo? Ele não teria pai?

Uma teoria plausível para “resolver” esse enrosco é aceitar que por mais que as pessoas tentem mudar o rumo das coisas, seus destinos já estão traçados e protegidos, lacrados contra a mudança. É possível voltar ao passado e mudar completamente sua vida, mas essa viagem já faz parte do destino “imutável”. Ou seja, se alguém do futuro nos visitasse ontem e alterasse muitas coisas do nosso tempo, não existiriam dois dias 19 de agosto de 2003, um antes e um depois dessa interferência. Na verdade, só existiria o segundo dia 19 de agosto, com as alterações já feitas. Deu para entender?

De qualquer forma, resolve. Tudo estaria explicado até chegar a seqüência. Em 1993, com trilha de Guns N’Roses e utilizando o supra sumo da tecnologia de efeitos visuais da época, a mega-produção levou ao delírio o público com excelentes cenas de ação, mas de certa forma, exterminou com a ficção contida na história.

Dessa vez o paradoxo é mais gritante. O Exterminador, John e Sarah Connor conseguem salvar o mundo da dominação das máquinas, que no futuro iria gerar uma guerra nuclear, exterminando boa parte da humanidade. Não havendo essa dominação, não haveria a resistência humana, que motivou o envio dos exterminadores ao passado. Assim sendo, a partir do momento da salvação do mundo, Arnold Schwarzenegger deveria sumir instantaneamente, ou não?

E pior, John Connor não seria o líder da resistência humana que enviaria seu amigo ao para salvar sua mãe e ser seu pai. Ou seja, novamente John Connor não teria pai, não podendo existir. Sumiria junto com o Exterminador, não?

Incrível, se da primeira vez não sabíamos qual a intenção de James Cameron, agora não resta dúvida, ele estava completamente perdido num verdadeiro colapso do tempo. Até chegar o desfecho (que curiosamente não teve sua assinatura). Na minha opinião, foi brilhante e salvou a série. Tive a impressão que a história foi elaborada por algum maluco aficionado pela série, que percebeu esse paradoxo e concluiu de forma cientificamente quase-perfeita. O Exterminador do Futuro será lembrado por mim como uma boa história de ficção científica, e não somente uma grande produção de ação com cenas eletrizantes e efeitos visuais fantásticos. Assistam a série inteira e me digam.

Gui
Enviado por Gui, as 11:49 AM



Segunda-feira, Agosto 04, 2003
 
Ser ridículo é algo que transcende.

Ter um aspecto estranho, estar vestido com combinações esdrúxulas ou ter atitudes não condizentes com os padrões aceitáveis pela sociedade, por si só não transformam um indivíduo em um ser ridículo. Para conseguir tal feito, o ser tacanho deve reunir uma combinação desses 3 fatores, juntamente com a chamada "falta de senso de ridículo".

O tal senso de ridículo é um toque inexplicável por meras palavras, é algo que o indivíduo tem ou não tem. Não se aprende em faculdade nenhuma, por mais ridícula que ela seja. Através dessa falta de senso, a pessoa sai por aí realizando feitos incrivelmente estúpidos, sonorizando comentários desprezíveis, criando e divulgando piadas insuportáveis em hora totalmente impróprias, ou até enviando e-mails de corrente para uma lista aberta.

A falta de senso de ridículo faz, por exemplo, com que as pessoas escrevam e mandem e-mails como esse, explicando o ato de ser ridículo. Percebam que com isso, eu não me excluo do Hall dos Ridículos Potenciais e é justamente por isso que eu não perderei o Mega Evento do dia 9 de agosto. É praticamente um encontro vocacional, onde as pessoas se descobrirão para o mundo.

Festa Ridícula 09 de agosto
Ateliê do Gervasio
Rua Purpurina, 538
Vila Madalena
São Paulo
R$ 25,00 OPEN BAR!!!


Se você se identificou com algo citado a cima e também se considera um ridículo potencial, você não pode perder a chance de ser um ridículo assumido. Se eu fosse você, eu não perderia...
Enviado por Gui, as 5:32 AM



Sexta-feira, Julho 25, 2003
 
Caros amigos ridiculos ou nao...

Hoje estou aqui para indaga-los. Tudo sem acentos, e claro, pois nao ha Cristo que faça aperacer os benditos. Alias, alguem pode me ajudar?

Enfim, o que estava dizendo mesmo? (nesse momento eu coloquei um acento, como eu sei que ele se transformara em ? e certeza que minha pergunta sera feita.)

Pronto, ja sai do assunto de novo... bem, na verdade, hoje eu nao escreverei nada de mais, eu so gostaria que voces me respondessem de acordo com suas conviccoes o que voces acham que significa ser ridiculo. Vale tudo, simplesmente tudo o que vem nas suas mentes. Estarei esperando as definicoes mais pitorescas.

Tudo isso para preparar nossos espiritos para o Grande Dia que esta por vir...

Se voce e de Sao Paulo, nao marque nada para o dia 09 de agosto.

Se voce nao e de Sao Paulo, marque uma viagem para Sao Paulo para essa data. Valera a pena...

Gui
Enviado por Gui, as 6:11 AM



Sexta-feira, Junho 13, 2003
 
O pior dia dos Namorados que vivi, sem dúvida... nem mesmo quando eu não namorava, o 12 de junho foi tão ruim. Está difícil conseguir o entendimento com a Lili. Além disso, mais uma multa de velocidade... é a quarta em 8 meses de carro novo. Dessa vez são 570 reais. Ah, vai pra p... até pensei em voltar para o bom e velho 1.0 que não me dava esse tipo de problema.

Gui



Enviado por Gui, as 4:27 AM


 

 

PRINCIPAL  |  VEJA O QUE PASSOU